"Todas as paixões são vencíveis."
(Camilo Castelo Branco)
O vento que traz as respostas consome-se inquieto, perturbado com o sol que espreita sem deixá-lo repousar os olhos nas primeiras horas da manhã.
Levanta-se, e mais uma vez não sabe o que fazer, esquece de lembrar o nome, mas já tem decorado as letras e suas façanhas, formou-se a frase antes mesmo de colocar o pé direito no chão.
O frio na barriga é uma espécie de tortura aguda, o coração não mais bate, mas lateja na sofreguidão dos pequeninos minutos que se tornaram imensos para esta espera.
Mudar faz parte do roteiro imediato dos dias. Conquista, cavalheirismo, carinho, dedicação é uma espécie de combustível para que tudo se movimente por dentro. Embora esteja permeada no século XXI, ainda há um modo clichê e para tantos piegas de querer ouvir sobre o amor, sobre uma paixão desvairada que arranca tudo e joga fora sem dó nem piedade. Mas ela têm-se ido...
Não sendo assim os desejos se põe, as vontades perdem as cores e o infinito de certezas passa a ser o único ponto emergindo num espaço que nasceu entre dois corações, cada vez mais distantes, insensíveis, dispersos de nós.
Esperar tem sido o modo cinzento de afugentar as cores e não sentir nada, nem mesmo a afeição que existia no encontro intocável da solidão. Vai ver a covardia é a aliada da esperança, crer faz ainda ter uma pontinha de vontades principiantes.
Atenha-se, a impulsividade sempre fala mais alto, por isto cautela com o tempo, quem sabe ele não resolva mais uma vez.
Nesse labirinto pinchado de palavras que não traduzem absolutamente nada de exato para uma saída, sinto-me mais perdida que tudo, sem saber para que lado ir. A cada novo passo fica um pedaço pelo chão, por isto, na hora que chegar a tua vez, não terá mais jeito, abandonado por total de mim, não farás mais parte do corpo em retalhos que ocorrerá no encontro cheio de certezas, salvo e renovado para recomeçar.










